Foi com muito pesar para nós estudantes, e tão somente nós, que seremos diplomados, recebemos tal notícia. Obviamente, e penso que deve ser o sentimento de todos os verdadeiros profissionais da área, que a decisão do STF não deve, e nunca deverá ser levada em consideração, uma vez que, cada um de nós, ao término dos 4 anos de universidade, após todo o embasamento e o juramento que será realizado por cada um de nós, sabemos, exatamente, quem, de fato, estará “preparado”. Não há, ainda, nem mesmo a necessidade de comentar em cima de qual argumento Gilmar Mendes (é difícil considerar alguém assim como Ministro) fez seu "julgamento", ao comparar o Jornalista a um Cozinheiro. Nada contra, obviamente, aos chefes de cozinha. O despautério está em afirmar que “as ações e o exercício do jornalismo não se aplicam a coletividade, ao âmbito social e a formação civil”. Pouco poderia se esperar deste cidadão amparado em "pataquadás" como essa. A Fenaj, os sindicatos e nós, estudantes, devemos neste momento, nos unirmos, e mostrarmos, claramente, não só a insatisfação, mas, principalmente, o crime contra a democracia e as verdades sobre a liberdade de expressão e imprensa, cometidas hoje em pleno Supremo Tribunal Federal. Permitir que magistrados, pessoas de outra área (talvez um engenheiro...??), julguem o mérito da nossa futura profissão, sem o conhecimento técnico, acadêmico e profissional necessário, trata-se de, no mínimo, uma irresponsabilidade. Não preciso repetir o que os “profissionais”, o Sérgio Murillo, a Advocacia Geral da União, falou e retratou exaustivamente sobre o espaço claro e específico de colaboradores, escritores e comentaristas nos meios de comunicação, o que difere em gênero, número e grau do exercício diário e continuo do jornalismo. Todos nós sabemos que interesses estiveram e estão por trás de tal "decisão". Quem são aqueles que "comemoram" diante de tamanho despropósito. Que se beneficiaram da precariedade da profissão, dos baixos salários a serem pagos (se assim ainda forem), como com a farra que será instaurada, uma vez que os compromissos com a ética, com a transparência e com a própria notícia, neste momento, deixam de existir. Sepultaram o jornalismo e, junto com ele, a credibilidade nas bases democráticas deste país. Talvez, o próprio judiciário, em uma recente cruzada deflagrada contra o jornalismo e os jornalistas, em declarações pelas quais se diziam perseguidos pela imprensa, encontraram a oportunidade de desmoralizar e, principalmente, se beneficiar desta ação, uma vez que sem a diplomação, a credibilidade de qualquer notícia, agora, veiculada, passar a ser praticamente zero. É um momento de reflexão. Todos precisamos avaliar a extensão dos estragos que a "avalanche" do STF acaba de promover neste dia 17 de junho de 2009. Mas, apesar de todos os pesares, tenham certeza, de uma forma ou de outra, aconteça o que acontecer, nós, e apenas nós, graças a formação, ainda assim, estaremos amparados. O STF pode ter revogado a obrigatoriedade. Mas não nos tirou a futura diplomação e o fato, legítimo e de direito de que somente nós seremos Jornalistas ( e o cara que ganhar o bbb continuará fútil ). Foi assim em outros momentos da história deste país que nos lembra que ainda faz as vezes de “republica de bananas”. Pois bem, que assim seja. Quando alguém que fez Jornalismo perder o emprego, não estará mais sem trabalho. Estará sem profissão.
Zé Pádua
1ACSMJO - Jornalismo São Judas Tadeu
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente o que vier na cabeça.