Tudo vinha se transformando em uma grande merda, muitas esperanças depositadas nas costas de alguém que só queria viver, algo extremamente difícil de se lhe dar com pessoas que regem sua vida baseada em um falso sistema de convivência criada por homens sem escrúpulos e pseudo intelectuais que passaram anos de suas vidas em baixo de uma árvore colhendo sonhos e pensamentos restritos a uma minoria. Era essa sua visão da vida, e por que não o deixavam em paz? Pois não gostariam que vissem seu filho como o fracassado filho do vizinho, um homem que saiu de casa com um violão de baixo do braço e que hoje mora em uma humilde casa na beira da praia e faz artesanato com o lixo deixado pelos turistas urbanóides que destroem seu lar uma vez por ano.
“A vida é uma grande hipocrisia”, pensava consigo mesmo, "A felicidade é vendida em grandes centros comerciais com um alto preço alfandegário". Todos que o olhavam sentiam piedade de seu péssimo “estado”. “Como ele poderá ser alguém na vida se nem sequer tem amigos”, ele sempre escutava quando se sentava sozinho na escola, e na maioria das vezes sentia uma enorme vontade de dar risada de todos aqueles imbecis que passavam horas e horas em uma academia correndo como ratos de laboratório e apreciando uma imagem cobiçada por garotas de vestidos vermelhos que se esbaldavam e empinavam seus narizes por sentarem em carros aveludados e que possuíam cheiro de novo.
Era tudo uma piada, como se sentir feliz sendo copia umas das outras, mas ainda assim não o deixavam em paz.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente o que vier na cabeça.